The Legend of Zelda: A Link Between Worlds

Google+ Pinterest LinkedIn Tumblr +

Inauguramos hoje no Arena 64 uma nova categoria: A Critical Hits. Com o objetivo de escovar os bits dos principais jogos que finalizamos, vamos trazer até você nossas impressões sobre cada título (sem spoiler, prometemos!), de forma que tanto entusiastas quanto veteranos possam acompanhar e participar das discussões. E para inaugurar a nova categoria, selecionei a dedo um dos melhores títulos que zerei recentemente: The Legend of Zelda – A Link Between Worlds (ALBW).

Lançado em 2013 para a família de consoles do Nintendo 3DS, Zelda ALBW se passa em uma Hyrule muito conhecida por jogadores mais antigos: a mesma Hyrule de A Link to The Past (ALTTP), do SNES. Na linha do tempo da série, Zelda ALBW se passa alguns anos após ALTTP, em uma das 3 ramificações originadas em Ocarina of Time: aquela em que Link é derrotado por Ganon.

Fonte: IGN

Abusando principalmente da nostalgia de quem jogou o título de SNES, Zelda ALBW traz boas memórias através da trilha sonora e reprodução fiel dos mapas (que sofreram leves alterações, indicando que algum tempo se passou desde então). Essa familiaridade facilita muito a ambientação para quem já conhece esse reino, dispensando apresentações e introduções. O jogo é curto e direto no que se propõe (realmente achei um pouco curto: levei um fim de semana dedicado para zerar – menor tempo em um título da série até hoje).

Quanto ao mecanismo do jogo, o objetivo tem a estrutura principal conhecida da franquia: reunir itens sagrados coletados através de dungeons espalhadas pelo mapa para poder chegar ao covil do vilão e enfrentá-lo. Há também a clássica dicotomia entre dois mundos que podem ser visitados. Entretanto, há algumas particularidades nesse título:

  • Link adquire um poder de se mesclar à parede, como uma pintura. Essa nova dinâmica é muito utilizada para resolução de puzzles nas dungeons.
  • Não há uma linearidade ao visitar as principais dungeons: elas estão dispostas pelo mapa e você decide o itinerário.
  • Todos os itens que você precisa para passar as dungeons estão disponíveis desde o início: diferentemente da tradição da franquia onde você adquire um item-chave da dungeon dentro da mesma, em Zelda ALBW você pode alugar/comprar todos os itens de Ravio, um novo personagem. O preço de aluguel é baixo, mas tem a desvantagem de perder o item ao morrer, sendo necessário voltar e alugar novamente.
  • Não há contador de flechas e bombas: todos os itens (incluindo o arco e as bombas) utilizam uma certa quantidade de mana de uma barra limitada, dispensando farmar esses arsenais, já que a barra de mana se regenera sozinha.

Toda essa combinação de facilidades acabou tornando a história principal relativamente curta, com dungeons pequenos e não tão desafiadores quanto a tradição da franquia. Mas isso não reduz o fator diversão: é um jogo que te mantém no fluxo de querer continuar jogando enquanto aguentar. A dinâmica de jogo do portátil 3DS facilita a interação disponibilizando a tela debaixo para menus e mapas. De certa forma é uma escolha inteligente facilitar o mecanismo de um jogo que foi lançado para um portátil, uma vez que é um modo limitado e mais objetivo. Além disso, o jogo contém um modo Hero que é desbloqueado ao finalizá-lo a primeira vez, onde os inimigos apresentam um nível de dificuldade mais elevado.

Em suma, The Legend of Zelda – A Link Between Worlds não é um título obrigatório para os amantes da franquia, principalmente porque a história em si não acrescenta muito à história original. Mas quem dispõe do console em mãos definitivamente deve considerar tirar algum tempo para explorar o jogo, que traz uma revisitação saudosista que preserva a memória de seu predecessor. A oportunidade de rever a vila Kakariko, Master Sword, Death Mountain e outros elementos clássicos da série faz com que o jogador se sinta “em casa”.  Você pode conferir uma pequena amostra desse universo que descrevi no trailer abaixo:

 

Nota: 8,5/10

Compartilhar

Sobre o Autor

25 anos. Desenvolvedor Full-Stack na Impulso TI. Bacharel em Ciência da Computação pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Pós-graduando em Data Science & Big Data pela PUC Minas. Entusiasta Linux e defensor do Software Livre. Resolvedor de Cubo Mágico e Retro Gamer nas horas vagas. Aprecia uma boa cerveja em companhia dos amigos.

  • Coala Japonês

    Tomei spoiler… bem na cara! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk