NieR: Automata

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NieR:Automata é a continuação do game NieR de 2010, novamente sob a direção do brilhante Yoko Taro. Diferente do game original, Automata nos presenteia com uma narrativa espetacular, acompanhada de uma ótima execução. Vamos destrinchar um pouco mais o game, logo abaixo, em mais um texto da nossa série Critical Hits.

Que jogo, meus caros, que jogo.

yoHRa For the glory to mankind!

NieR: Automata se passa milhares de anos depois do game original da série, e nos conta uma história onde a Terra foi invadida por uma raça alienígena, e após muito tempo de guerra, os humanos resolvem fugir para a Lua, desenvolvendo em sequência o esquadrão yoRHa, que é composto por androides de diferentes tipos, que tem como objetivo primário a luta contra os intrusos e a recuperação de nosso pequeno planetinha.

No jogo, inicialmente, estamos sob a perspectiva da androide 2B, e nos encontramos em um mundo pós-apocalíptico dominado por pequenos robozinhos fofos, que são basicamente o exército dos alienígenas invasores. Tal como em muitos jogos atuais, temos um NPC auxilar, em Automata somos acompanhados pela unidade auxiliar de suporte 9S (ou como ele gostaria de ser chamado “Nines”.

-Ok, jogamos com dois androides, devem ser bem chatos né?
Pelo contrário, jovem, a dupla possui carisma sem igual e ouso dizer que são mais legais do que 90% dos protagonistas que vemos por ai. E a evolução que vemos da relação entre os dois durante o jogo, e a revelação de suas personalidades só melhora cada vez mais. 2B começa se mostrando bastante fria e até mesmo rude, mas com o passar do jogo, vemos o quanto ela é dócil e emocional. Enquanto que 9S começa bastante brincalhão, e se revela com personalidade forte, focado e sério.

Yoko Taro tem uma forma, no mínimo, peculiar de nos contar uma história. Com 1 hora de jogatina, você provavelmente vai achar que está jogando apenas mais um jogo de “uns androide louco, dando uma surra nus robozin ai”, mas com o passar do tempo, você vai perceber que a trama é muito mais profunda, existencial e filosófica que atinge seu ápice no primeiro final do jogo e a pergunta “afinal, o que é ser humano?” provavelmente vai pular em sua cabeça.

-Pera, você disse primeiro final? como assim? Oo

Automata conta com nada mais nada menos que VINTE e SEIS finais, sendo 5 deles considerados principais, e outros 21 apenas brincadeirinhas, finais no estilo “e se” ao longo do game (por exemplo, se você desconectar o seu chip de sistema operacional, ele conta como um final alternativo e os créditos sobem acelerados em 2 segundos). Quando, você enfim completar a rota “A” e ver os créditos finais pela primeira vez, você terá acompanhado apenas uma perspectiva da história e terá muito mais perguntas do que respostas, então, espere uns minutos pra digerir tudo o que viu, dê load no mesmo save e jogue novamente …

… com 9S, na segunda jogatina, você acompanha a mesma história de antes, mas agora sob o olhar de 9S, com uma jogabilidade principal completamente diferente de 2B, pois o suporte tem a capacidade de hackear os adversários e até mesmo controlar os robozinhos inimigos.

Falando em jogabilidade

Um jogo de “navinha”? O_o

Esse quesito, isoladamente já é o suficiente para que qualquer fã de games em geral tenha o jogo em sua biblioteca pessoal. O jogo pula de forma orgânica e fluida entre vários estilos diferentes, tem hack’n’slash, side-scrolling de plataforma, bullet-hell, e por ai vai. A coreografia do game permite que o personagem se mova de forma graciosa, tal como um balé em meio a destruição e ao caos de maquinas explodindo. A Platinum Games conseguiu tornar um espetáculo belo e satisfatório assistir 2B dançando o balé mortal com suas duas espadas trucidando e esmigalhando tudo que cruza seu caminho, com um cuidado nas animações de combate que permite que qualquer frame do jogo, possa se tornar um papel de parede.

Outro ponto que torna o jogo belo, é a trilha sonora, cada uma das musicas é marcante e consegue te passar exatamente o que o momento precisa, a direção, e o design de som do jogo trabalham juntos para o resultado final seja uma experiência única para o jogador.

Pode até parecer que estou falando de um jogo perfeito, mas não, o jogo tem muitas falhas (como por exemplo as milhares de paredes invisíveis do jogo), porém os outros fatores do game são tão bons, que a gente permite que ele erre em alguns pontos. O que importa é, o ponto principal do jogo, que é a narrativa é executado de uma forma única e eu diria até mesmo especial.

A narrativa de NieR é tão intrincada e profunda que se eu disser qualquer coisa pode estragar a sua experiência, uma vez que grande parte da graça do jogo está em descobrir as coisas por si só, e isso vai do momento que você inicia o jogo pela primeira vez até literalmente o final dos créditos finais da quinta rota de jogatina. Por mais que possa parecer assustador você ter que terminar o jogo 5 vezes pra entender tudo, ao longo do game, você vai perceber que “terminar o jogo” é só uma falha de nomenclatura, pois, uma vez que no momento que você finaliza a rota D (ou E, essas são paralelas) o jogo libera a escolha de capítulos, e você percebe que ele é divididos em 17 capítulos que compreendem todas as rotas anteriores.

O motivo que a Square Enix e o Yoko Taro tiveram pra essa escolha é bem claro, e faz todo o sentido dentro da narrativa do jogo. Sei que falar de narrativa tá ficando meio chato, mas é pra você ter noção de como isso influencia no jogo, até mesmo na quebra de quarta parede onde os PODs te perguntam se você quer literalmente deletar todos os seus saves por um motivo nobre lá (sério, muito cuidado com isso, ou vai perder 50-70 horas).

Até essa tela vai mudando com o tempo.

Pra fechar esse texto, acrescento que o nível de “japonesisse” de NieR automata está travado no talo, com direito a um movimento especial que consta na explosão das roupas, e ainda rola um trófeu se você ficar jogando com 9S uma hora de cueca. Alguns platinadores (e caçadores de conquistas no Xone), podem encrencar com o jogo, pois em dado momento do game um personagem te oferece a possibilidade comprar troféus com dinheiro in-game, mas na boa, se no Final Fantasy XV tivesse a possibilidade comprar o troféu de sobrevivência e o de pesca, eu teria comprado sem pensar duas vezes. hahaha

Nier automata, tem problemas, isso é um fato… mas no geral, é um jogo que vale a pena ser apreciado em sua totalidade, fique ai com o trailer desse maravilhoso jogo…

Nota: 9,0543432342123/10

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Sobre o Autor

Farmacêutico que não puxou a optativa de colocar crédito no celular dos outros. Mestre pela UFRJ. Cagador de regra profissional. Viciado no meu ps3/ps4, entusiasta de podcast e outras inutilidades da cultura pop, que gostaria de jogar Overwatch até na geladeira, retro gamer que o ultimo console da nintendo que teve foi um NES e fã incondicional do Mario verde.