Ratchet & Clank (2016)

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“Eu vou dar um palpite … acho que você é solteiro.”

Um poster épico para uma aventura épica.

Sim, meus amigos, com essa frase começamos o segundo texto da nossa série Critical Hits, dessa vez falando de um jogo, que na minha opinião, deveria vir na memoria de todo PS4 … Racthet E Clank (entenderão o motivo, mais a frente).

Falarei aqui apenas do jogo lançado em 2016, para PS4, desenvolvido pela Insomniac Games, e parte de uma série de jogos iniciada em 2002, ainda no saudoso PS2. Não joguei nenhum dos outros jogos, e admito ter um certo “preconceitinho” sobre o game até o momento que pesquisei sobre ele para o post da PSplus de Março.

A série de jogos é ambientada profundamente no ambiente de ficção científica, e nela controlamos Ratchet (um mecânico com a aparência de um felino, conhecidos como Lombax) que sempre carrega consigo uma grande chave inglesa (google it) que utiliza tanto no combate como para resolução de puzzles e Clank (um pequeno rono senciente) à medida que eles viajam pelo universo em busca de grandes confusões (modo narrador da sessão da tarde), e pelo que percebi nesse game … geralmente salvando o universo de alguma grande força maligna.

A história do reboot remake game de PS4 começa em Veldin, planeta onde Ratchet vive, acompanhamos o pequeno Lombax realizando testes para se tornar um patrulheiro espacial, até que encontramos com Clank, que caiu no planeta após fugir da fábrica de robôs de guerra de Quartu com informações sigilosas que possui em seu banco de dados. Clank é danificado na fuga, e Ratchet, como um mecânico, acaba concertando o pequeno robô e os dois se tornam amigos.

Os dois começam então sua aventura para impedir os planos maquiavélicos de dominar o universo do grande vilão enquanto lutam com cérebros telepatas gigantes, gosmas burocratas, alienígenas revoltados por terem comido seu sanduiche na geladeira da firma e robôs de destruição e guerra que fazem a melhor “dança do robô anos 80” que você vai ver. (Como o objetivo dessa coluna é evitar spoiler não vou aprofundar muito)

Mesmo tendo um visual cartunesco, a Insomniac merece os parabéns pela profundidade que eles dão a ficção cientifica no game, uma vez que viajamos por uma série de planetas, com regras próprias e espécies próprias (orgânicas e sintéticas) que convivem de forma pacifica e algumas vezes em guerra, e quando exploramos esse lore, percebemos uma camada profunda de desenvolvimento de subplots que podem nunca serem falados em jogos, associados à críticas a nossa sociedade em vários momentos. E isso eu percebi apenas no jogo que estou descrevendo aqui. Por exemplo, em dado momento do jogo, você salva um prefeito que diz: “Estar feliz e pronto para voltar a sua rotina normal de trabalho … todas as ultimas terças-feiras do mês … no período de 10:00 às 10:30.”

O game ainda conta com um arsenal de 14 armas, algumas sendo as mais ridículas armas da história dos jogos, motivo esse que me fez querer jogar o game quando fazia a postagem sobre a PSplus de março, entre elas estão o “Pixelizador” que reduz a resolução dos inimigos deixando em pixels gigantes enquanto dá dano, o “Groovitron” que faz com que os inimigos dancem sob um globo prateado ao som de música Disco, o “Ovelhador” que transforma qualquer, eu disse QUALQUER inimigo em ovelhas, e se você tentar ovelhar uma ovelha, ela explode devido ao paradoxo, e a minha preferida, que vai ganhar até um parágrafo próprio, o “Sr. Zurkon (E Zurkon Jr.)”

Vou encher a sua cara de socos … só que com balas.

O Sr. Zurkon (e Zurkon Jr.) nada mais é que uma dupla de robos que protege nossa dupla de heróis atando os inimigos com seu próprio arsenal de armas. “Mas o que isso tem de ridiculo?”, você pode estar perguntando, e a resposta é simples, enquanto leva morte para os campos de batalha (frase falada no jogo), o Sr Zurkon solta várias pérolas enquanto mata os inimigos, do tipo:

“A única atividade extracurricular do pequeno Zurkon é causar dor”, ou “Você é a doença e o Sr. Zurkon é a cura”, ou ainda “Onde vocês estão pequenos aliens, o Sr. Zurkon só quer matar vocês.” ou então “Vou deixar você viver. Brincadeira, a missão de vida do Sr. Zurkon é levar a morte.” E muitas outras que a dupla de robozinhos flutuantes vai soltando ao longo do tiroteio. E tudo isso proferido com uma voz robotica sem qualquer emoção.

A insominiac apela para o bom humor durante várias partes do jogo, de uma forma suave, fluida e não forçada, a frase que abre esse post é dita quando a nossa dupla de heróis encontra com um cientista fissurado em colecionar cérebros de Telepatóide (uma espécie de lula gigante em formato de cérebro com habilidades telepaticas), além de em outro momento encontrarmos um mecânico cuja a primeira fala é: “Nós já nos conhecemos antes? Acho que não, lembraria de um Lombax se tivesse conhecido um.” e após toda a linha de quests que ele te dá, se despede falando “Nos falamos no próximo reboot” deixando nossos heróis com cara de interrogação.

Além disso, percebemos no jogo que a equipe envolvida realmente gosta da mídia de video games, com referências à Zelda, Sonic e Mario (durante o jogo coletamos parafusos, que servem como moeda no game, e esses podem ter suas aparências substituídas por moedas, argolas e Rupees, com um visual “muito igual” (mas dentro dos limites do copyright). Somos abrilhantados durante o jogo com uma direção de arte espetacular, que permite que o jogo seja uma experiencia visual linda durante as quase 20 horas de jogatina. E recomendo jogarem com fone de ouvido, pois ouvir a trilha sonora, o ambiente, os efeitos de som e as frases ditas durante o jogo tornam uma experiencia gostosa de se ter. Caso você seja um platinador, essa é uma platina tranquila e divertida de se ter.

Para que lutar, se podemos resolver tudo com dança?

Para ter uma noção de como é esse universo que descrevi em poucas palavras, dê uma olhada no trailer de lançamento do jogo:

Nota: 9/10

Infelizmente, na publicação desse artigo, o jogo não está mais disponível para assinante da PSplus, mas pode ser comprado por R$ 99,99 na PSStore Brasil, e particularmente, acho que vale cada centavo, mas se quiser, para assinantes, ele costuma sempre entrar nas promoçõeslevando o preço a 49,99 ~ 79,99.

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Sobre o Autor

Farmacêutico que não puxou a optativa de colocar crédito no celular dos outros. Mestre pela UFRJ. Cagador de regra profissional. Viciado no meu ps3/ps4, entusiasta de podcast e outras inutilidades da cultura pop, que gostaria de jogar Overwatch até na geladeira, retro gamer que o ultimo console da nintendo que teve foi um NES e fã incondicional do Mario verde.